domingo, 24 de junho de 2012

together.

Hoje pegas na caneta comigo e em cada linha deixas um pedaço teu que acaba por ser meu também. Escrevemos tanto, escrevemos tudo e mesmo assim fica sempre tanto por dizer. Tudo isto porque o que se sente e vive com o coração jamais será descritível. Tenho saudades dos tempos em que ficava sem palavras só de pensar em ti. O tempo passa, os tempos mudam.. é tudo uma questão de tempo que passa e passa e continua a passar sem deixar um único segundo nosso, só nosso. Às vezes deixo o tempo passar por mim, gosto de fixar-me num nada que naquele momento é tudo, segundo intermináveis que valem por uma vida..
Não desperdices o nosso tempo meu amor, aproveita. deita-te comigo a ver o tempo passar por nós, e aí seremos capaz de construir uma vida, juntos.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

umaquestãodetempo.

Horas, minutos, segundos. Uma vida desperdiçada nisto. Palavras guardadas pela angústia de as perder eternamente num tempo sem fim. Guardei tudo o que era nosso, numa gaveta. Pedes-me constantemente para te entregar uma parte de ti e de mim que já não tenho. Pedes, discretamente, para alimentar algo que nunca foi nosso. E depois, no fim do dia, vou para casa com menos um peso, acredito que serás tu que levas a minha parte para um mundo só teu, em silêncio. Não gastes as únicas palavras que te restam, são preciosas, valem uma vida. Vida carregada de momentos perdidos que tanto procuras, vida desperdiçada em virgulas sem fim. Um bom texto precisa sempre de pontos, de parágrafos, de travessões, de explicações contínuas que asseguram uma interpretação correcta e concisa de tudo o que nos rodeia. aliás, uma interpretação que apenas as personagens principais compreendem - nós. Não voltes a guardar o que não é teu, deixa tudo no sitio. Um dia, quando eu, por acaso, mexer na gaveta, gostava de ter ao menos algo intitulado 'nosso' perdido num espaço sem fim. Quanto mais mexes e remexes, mais o nosso papel se gasta!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

melancolia outonal

Saí de casa sem rumo. Pretendia esclarecer a razão do meu espaço vazio, preenche-lo com nada, sentir tudo.
Andei durante horas, andei tanto que já me doía a ponta dos dedos. Olhei para tudo, e nada mas mesmo nada fazia conseguia responder às minhas respostas. M
as quando dei por mim estava ali, no mesmo lugar, exatamente no mesmo sítio, naquela esquina. Esquina essa que gerou tantas diferenças, controvérsias, sorrisos, dor, paixões.. Tudo o que era nosso estava alugado pelo outono, sem vida, vazio. Poderia criar associações, comparar com tudo o que nos aconteceu, mas não foi para isso que ali voltei. Voltei para ter noção do quão diferente me tornei, do que mudou depois de ti. Poderia escrever-te mas as nossas palavras esgotaram-se, o tempo frio congelou os sentimentos, o outono cobriu as nossas tão perfeitas diferenças. Tal como a nossa esquina, fomos esquecidos.. até sempre lembranças!

sábado, 8 de outubro de 2011

(...)

não tenho palavras. não tenho medo. não tenho capacidade suficiente para suportar a tua presença. não és uma história. não tens significado fixo na minha vida. não és o meu sonho. não és a minha melhor memória. não és o meu subconsciente magoado. não és a minha vida.

não, não estou em fase de negação.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

se(s)..

se eu te desse mais do que dou, talvez não serias tão rude. Se eu te desse menos do que dou talvez desses mais valor.
Se eu me esquecesse de ti talvez seriamos ambos felizes separados. Seu eu não me esquecesse de ti hoje não teria a mesma piada.
Se eu não pensasse demais, hoje seria feliz e inconsciente. Se eu pensasse mais do que penso, estaria num patamar a cima, longe destas loucuras.
seu eu te amasse mais, serias um homem realizado. Seu eu te amasse menos serias um miúdo desconsolado.
Se eu parasse com a teimosia serias a pessoa mais feliz do mundo. Se eu continuasse com a teimosia desistirias de mim em três tempos.
Se eu mudasse tu aceitarias. Se eu não mudasse tu desistirias.
Se eu esquecer o que sou, tu nunca mais me largas. Se eu não esquecer tu foges e não voltas mais.



Afinal tu queres-me a mim ou a um ser impossível?

terça-feira, 4 de outubro de 2011

sometimes.


às vezes eu penso em ti, às vezes eu sinto a tua falta, às vezes tenho ciúmes, às vezes preciso de ti, às vezes gosto de ti.. mas só às vezes!