Eu ali estava, quieta. Acreditava que se não me mexe-se o medo não daria pela minha presença. acreditava que depois do medo dar por mim, o resto dos sentimentos viria e eu já estava cansada de tanta turbulência..
A porta do café abriu-se, e eu continuava quieta. Continuava a ver o pôr-do-sol a transparecer por aquela grande vitrina que se encontrava mesmo ali, de baixo dos meus olhos. Era tão bom ver aquilo ali, sem ninguém ao meu lado. Simbolizava a capacidade de sentir tudo cá dentro, sem ter de o partilhar com ninguém. O silêncio era o meu único companheiro.
De repente tu chegas-te, sentaste-te. eu estava renitente, sem vontade de te ter ali mas, aos poucos mostraste-me que os sentimentos partilhados são mais facilmente controlados, mais facilmente digeridos. o pôr-do-sol deixou de ser o foco da minha atenção por uns instantes.. eras tu que ali estavas quando eu gritei que não queria ali ninguém, merecias a minha atenção. o tempo passou e foi naquela mesa de café que nos encontrámos variadíssimas vezes. Escondeste-me tudo mas mostraste-me o todo..
Hoje estou aqui e tu não apareces-te mais. Hoje eu olho para a porta com a esperança que venhas. Com tantos movimentos o medo deu por mim, e tu não estás cá para partilhar sentimentos e torná-los mais simples.
Mas...
Onde estás tu agora?
terça-feira, 26 de julho de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
parasita.
Descobrir que afinal todos os actos que executas tem consequências em ti, descobrir que essas consequências aparecem mais tarde do que tu imaginas, como um parasita que nunca mais sairá de ti, é algo que nunca pensei que me acontecesse. o que se faz agora? estou rude, seca, bruta, no feelings. tu, tu que nem pedes para entrar, deixas cicatrizes que não saem. estou a sentir-me pequenina.
love really sucks!
love really sucks!
terça-feira, 12 de julho de 2011
words are words.
-i'm really proud of you.-diz ele, baixinho.
Ela sorri. Ela acredita que aquilo saiu de um coração para encaixar noutro.
obrigada!
descontrolo próprio.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
bye.
eu sempre acreditei no «para sempre meu amor», mas só depois me apercebi que o homem que eu amava não existia para além de mim. Aquele homem que me agarrava, que me fazia esquecer o mundo com um simples beijo, que me arrepiava só com o seu cheiro intenso de perfume, aquele homem que mal fechava os olhos me invadia a mente, me fazia sorrir constantemente fazendo-me parecer uma louca, aquele homem que com um sorriso e umas simples palavras fazia misturar-me de uma forma tão homogénea, esse homem nunca existiu como eu imaginei. hoje fechei o meu coração hospedeiro, tranquei o teu quarto cá dentro, impedi-te de entrares. Portanto dear heart, cada vez que os meus olhos o avistarem do outro lado da rua escusas de bater constantemente porque eu não te vou dar conversa, ouvis-te? merci.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
contigo.
Herdei de ti a vontade de sair sempre vencedora em cada passo que dou. Herdei de ti o orgulho bastante pertinente quando se quer sair de uma situação embaraçosa. Por isso é que nunca me magoou, por isso é que sou uma lady como sempre foste. Está inserido em cada cadeia do meu DNA tal como estava no teu. Nunca te disse mas sempre me orgulhei de ti, sempre me senti uma princesa do teu lado, sempre te vi como uma mulher lutadora, mas mais do que isso uma mulher que não se importa de descer toda a escadaria para lutar por aquilo que sempre amou. Nunca precisas-te de te baixar, todos sabiam que o farias pelo mínimo motivo, desde que a sustentação do mesmo fosse suficientemente forte para o realizares. Hoje, no meio de discussões que a vida me traz, oiço um: «és igual a ela, que feitio!». Não sabes como é constrangedor e bastante benéfico ouvir isto. Ser igual a ti sempre foi um sonho, perdi-o durante uns anos, mas quando ele voltou nunca me esqueci do que simbolizava para mim, nunca me esqueci do que simbolizavas para mim. Não te direi que tenho saudades, porque seria despropositado visto que nem sequer estás aqui para ouvires pela minha boca, mas sinto (e sei que tu sentes o que sinto) que o meu orgulho por ti não mudou, que o meu feitio inspirado no teu, não mudou.
Normalmente todos procuram marcar o mundo de uma maneira diferente. Eu procuro mudar o meu mundo todos os dias, contigo.
Normalmente todos procuram marcar o mundo de uma maneira diferente. Eu procuro mudar o meu mundo todos os dias, contigo.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
.
este é o fim, o meu fim.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
dor.
Todos nós procuramos a dor, negamos esta evidência mas todos acabamos por cair nela como peixes numa rede de pesca. Procuramos a felicidade mas quando damos por nós estamos percorrendo o caminho mais difícil para a obter, presos a rios de problemas que continuamos a percorrer, por mais que nos magoe tal percurso. Esta ideia leva-nos a pensar que somos sádicos. bem, eu diria que apenas não sabemos fazer boas escolhas. ansiamos chegar à outra margem e corremos contra a maré, morremos de cansaço, stress, nervos e a felicidade passa para a última prioridade. Em vez disto, podiamos descer o rio e ver como a vida lá é linda, podiamos ver que os peixes tem um mapa inseridos no cérebro deles, que o seguem sem questionar, nem seres livres são, mas mesmo assim percorrem distâncias, conhecem o mundo, apreciam a vida que lhes resta até ao fim. e nós humanos? temos a capacidade de escolha, a capacidade de pensar e tomar decisões e a única coisa que fazemos é procurar a dor. procuramo-la como se fosse algo bastante comum, e averdade é que fazemos dela algo comum. O bom de sentir a dor passa pela satisfação da chegada ao destino pretendido. mas aqui eu digo e sublinho: somos pessoas com capacidades e em vez de percorrermos os caminhos simples da vida complicamos até não mais podermos, logo, somos uns autênticos imbecis. Temos cérebro e não o usamos, então para que é o temos?
Possivelmente quando estás gorda a primeira coisa que fazes é trancar o frigorífico, não te olhar ao espelho, não gostares de ti, mas olha um pouco de exercício e vontade de mudança resulta. para quê sofrermos quando existe uma solução mais prática? porque é que insistimos em percorrer a angústia?
Quando alguém morre vestimos-nos de preto e choramos rios de lágrimas, a dor consome-nos e na maioria das vezes transformamos-nos em seres frios e sem vontade de continuar. mas porquê? é um ser humano que devia ter sido valorizado em vida, devias ter pegado na mão dele e ver como o cheira da terra molhada te consegue entrar pelas narinas e percorrer cada brônquio dos teus pulmões, devias pegar nele e levá-lo até ao mar e veres como é tão forte e poderoso e não depende de ninguém, não chora por ninguém. devias ter pegado nele e partilhado o quão brilhante é o sol cada vez que te deitas na relva e o enfrentas. Devias te pegado nele e aproveitado cada segundo pois as lágrimas que deixas cair agora não te vão fazer voltar atrás.
Quando amas alguém e as coisas correm mal, deitas-te na cama, olhas para o candeeiro que ilumina o tecto e dizes para ti: eu vou esquecer-te, vou tirar-te do meu mundo, porque tu não mereces. não é mais simples pegares em todos os momentos e aproveitares tudo, nunca esquecendo de ires espreitando cá para dentro e ires vendo que a cada dia que passa o teu grande amor está a ser dissolvido por ti, pela tua simplicidade e pela tua boa escolha de vida.
Quando atravessares o rio e chegares à margem, vais ficar duplamente satisfeito: chegas-te ao teu objectivo e até cá chegares não pensas-te uma única vez em dor, ocupas-te o teu tempo a apreciar cada passo teu e como os peixes se envolviam contigo de uma forma espantosa.
Possivelmente quando estás gorda a primeira coisa que fazes é trancar o frigorífico, não te olhar ao espelho, não gostares de ti, mas olha um pouco de exercício e vontade de mudança resulta. para quê sofrermos quando existe uma solução mais prática? porque é que insistimos em percorrer a angústia?
Quando alguém morre vestimos-nos de preto e choramos rios de lágrimas, a dor consome-nos e na maioria das vezes transformamos-nos em seres frios e sem vontade de continuar. mas porquê? é um ser humano que devia ter sido valorizado em vida, devias ter pegado na mão dele e ver como o cheira da terra molhada te consegue entrar pelas narinas e percorrer cada brônquio dos teus pulmões, devias pegar nele e levá-lo até ao mar e veres como é tão forte e poderoso e não depende de ninguém, não chora por ninguém. devias ter pegado nele e partilhado o quão brilhante é o sol cada vez que te deitas na relva e o enfrentas. Devias te pegado nele e aproveitado cada segundo pois as lágrimas que deixas cair agora não te vão fazer voltar atrás.
Quando amas alguém e as coisas correm mal, deitas-te na cama, olhas para o candeeiro que ilumina o tecto e dizes para ti: eu vou esquecer-te, vou tirar-te do meu mundo, porque tu não mereces. não é mais simples pegares em todos os momentos e aproveitares tudo, nunca esquecendo de ires espreitando cá para dentro e ires vendo que a cada dia que passa o teu grande amor está a ser dissolvido por ti, pela tua simplicidade e pela tua boa escolha de vida.
Quando atravessares o rio e chegares à margem, vais ficar duplamente satisfeito: chegas-te ao teu objectivo e até cá chegares não pensas-te uma única vez em dor, ocupas-te o teu tempo a apreciar cada passo teu e como os peixes se envolviam contigo de uma forma espantosa.
Querido sr. tempo,
Querido sr. tempo, eu adoro estar na cama com música baixinha e ouvir a chuva bater na janela. mas porque éq insistes em mandar vir a chuva quando eu tenho de sair hein ? não sejas maldoso comigo, por favor ! é verão e a maltinha quer praia, muito sol, muito calor, muito bronze e a chuvinha não vem a calhar :s vá, não sejas velho casmurro e mete lá um medido e muda isto :)
aqui fica o meu pedido, um beijinho da tua amiga !
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