sexta-feira, 11 de novembro de 2011

melancolia outonal

Saí de casa sem rumo. Pretendia esclarecer a razão do meu espaço vazio, preenche-lo com nada, sentir tudo.
Andei durante horas, andei tanto que já me doía a ponta dos dedos. Olhei para tudo, e nada mas mesmo nada fazia conseguia responder às minhas respostas. M
as quando dei por mim estava ali, no mesmo lugar, exatamente no mesmo sítio, naquela esquina. Esquina essa que gerou tantas diferenças, controvérsias, sorrisos, dor, paixões.. Tudo o que era nosso estava alugado pelo outono, sem vida, vazio. Poderia criar associações, comparar com tudo o que nos aconteceu, mas não foi para isso que ali voltei. Voltei para ter noção do quão diferente me tornei, do que mudou depois de ti. Poderia escrever-te mas as nossas palavras esgotaram-se, o tempo frio congelou os sentimentos, o outono cobriu as nossas tão perfeitas diferenças. Tal como a nossa esquina, fomos esquecidos.. até sempre lembranças!

sábado, 8 de outubro de 2011

(...)

não tenho palavras. não tenho medo. não tenho capacidade suficiente para suportar a tua presença. não és uma história. não tens significado fixo na minha vida. não és o meu sonho. não és a minha melhor memória. não és o meu subconsciente magoado. não és a minha vida.

não, não estou em fase de negação.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

se(s)..

se eu te desse mais do que dou, talvez não serias tão rude. Se eu te desse menos do que dou talvez desses mais valor.
Se eu me esquecesse de ti talvez seriamos ambos felizes separados. Seu eu não me esquecesse de ti hoje não teria a mesma piada.
Se eu não pensasse demais, hoje seria feliz e inconsciente. Se eu pensasse mais do que penso, estaria num patamar a cima, longe destas loucuras.
seu eu te amasse mais, serias um homem realizado. Seu eu te amasse menos serias um miúdo desconsolado.
Se eu parasse com a teimosia serias a pessoa mais feliz do mundo. Se eu continuasse com a teimosia desistirias de mim em três tempos.
Se eu mudasse tu aceitarias. Se eu não mudasse tu desistirias.
Se eu esquecer o que sou, tu nunca mais me largas. Se eu não esquecer tu foges e não voltas mais.



Afinal tu queres-me a mim ou a um ser impossível?

terça-feira, 4 de outubro de 2011

sometimes.


às vezes eu penso em ti, às vezes eu sinto a tua falta, às vezes tenho ciúmes, às vezes preciso de ti, às vezes gosto de ti.. mas só às vezes! 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A crença e a desilusão estão sempre bastante próximas: Quanto mais acreditas maior será a probabilidade de te desiludires. O problema nesta pequena ligação é a linha ténue que as separa. Quando dás por ti já passaste essa linha e nem deste conta.. e aí qual é a solução? voltar atrás é complicado.. e então a resposta surge: pára, recomeça e faz-me acreditar!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ás vezes eu sinto a tua falta, outras não deixo que ela cresça e apareça em mim. Terei receio de te ter presente todos os dias, não em pessoa mas sim em memórias. Quando penso nisto tento sempre mudar de pensamento, não és uma memória, és uma pessoa que escreve uma história comigo, sempre que possível. Mas quando me vens à cabeça, eu fecho os olhos e respiro fundo. Não quero nunca deixar-te escapar por entre os meus dedos, não quero perder a imagem que tenho do teu sorriso a cada minuto que passa, e então volto a respirar fundo. Serve-me de consolo pensar que um dia mais tarde poderemos esquecer a distância e apenas lembrar as saudades, porque afinal só elas interessam. Tudo o resto são consequências das decisões que tomamos. Depois de ter repetido isto mais um vez para mim própria, abro os olhos e sorriu. O caminho ainda é longo..mas eu creio que chegarei ao fim. Basta saber se contigo ou sem ti..

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

memórias.

Sempre acreditei que era capaz de mover o mundo, capaz de marcar por onde passo. Porém sempre me esqueci que as raízes que pisas por onde passas consomem-te a alma de tal forma que é incontornável não sentires o espírito de cada região em ti, não sorrires de emoção quando encontras algo surpreendente diante dos teus olhos, não chorares de saudade quando partes e não sentires o coração cheio quando recordas tudo o que passas-te. Eu não sou excepção: sorri, chorei e sinto o meu coração a transbordar quando me recordo de tudo o que vive nestes últimos meses. Poderia fazer agradecimentos mas creio que o que se transmitiu nos momentos precisos foi o mais precioso que poderia deixar em qualquer lugar em que passei. Não esquecerei nada, isso prometo, até porque seria completamente impossível tirar do coração aquilo que ele guarda vivamente e arrancar da cabeça as memórias que ela mais gosta de recordar. Se for para a china vocês irão comigo, no coração! obrigada.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Bertiandos - Ponte de Lima. férias 2011


é tão bom acordar de manhã, abrir a janela e vir direito a mim aquela brisa fresca, pura, com um cheiro a natureza. é tão bom sair à rua e ver tudo verde, ver pedras, rústico em cada canto da aldeia, ver animais, rio. é tão bom estar aqui, tão tranquilizante. 

terça-feira, 26 de julho de 2011

onde estás tu agora?

Eu ali estava, quieta. Acreditava que se não me mexe-se o medo não daria pela minha presença. acreditava que depois do medo dar por mim, o resto dos sentimentos viria e eu já estava cansada de tanta turbulência..
 A porta do café abriu-se, e eu continuava quieta. Continuava a ver o pôr-do-sol a transparecer por aquela grande vitrina que se encontrava mesmo ali, de baixo dos meus olhos. Era tão bom ver aquilo ali, sem ninguém ao meu lado. Simbolizava a capacidade de sentir tudo cá dentro, sem ter de o partilhar com ninguém. O silêncio era o meu único companheiro. 
De repente tu chegas-te, sentaste-te. eu estava renitente, sem vontade de te ter ali mas, aos poucos mostraste-me que os sentimentos partilhados são mais facilmente controlados, mais facilmente digeridos. o pôr-do-sol deixou de ser o foco da minha atenção por uns instantes.. eras tu que ali estavas quando eu gritei que não queria ali ninguém, merecias a minha atenção. o tempo passou e foi naquela mesa de café que nos encontrámos variadíssimas vezes. Escondeste-me tudo mas mostraste-me o todo..
Hoje estou aqui e tu não apareces-te mais. Hoje eu olho para a porta com a esperança que venhas. Com tantos movimentos o medo deu por mim, e tu não estás cá para partilhar sentimentos e torná-los mais simples.


Mas...


Onde estás tu agora?

quarta-feira, 13 de julho de 2011

parasita.

Descobrir que afinal todos os actos que executas tem consequências em ti, descobrir que essas consequências aparecem mais tarde do que tu imaginas, como um parasita que nunca mais sairá de ti, é algo que nunca pensei que me acontecesse. o que se faz agora? estou rude, seca, bruta, no feelings. tu, tu que nem pedes para entrar, deixas cicatrizes que não saem. estou a sentir-me pequenina.


love really sucks!

terça-feira, 12 de julho de 2011

words are words.

-i'm really proud of you.-diz ele, baixinho.
Ela sorri. Ela acredita que aquilo saiu de um coração para encaixar noutro.

obrigada!

descontrolo próprio.


Tenho a sensação que o meu coração tem medo da solidão, quando me decido a resgatá-lo e pô-lo num lugar seguro, ele automaticamente procura outro penhasco para se encostar, para sentir medo, e sofrer, e amar mais uma vez. Mas eu não pedi, não controlo o que é meu, não quero mais mas ele é tão teimoso.. Desta vez é um penhasco desconhecido e ainda nem consegui perceber muito bem o que é que ele quer fazer lá, porque as saídas são muito poucas, ou até nenhumas. Será que uma vez na vida podes ficar quietinho no teu lugar sem me chatear, por favor? 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

bye.

eu sempre acreditei no «para sempre meu amor», mas só depois me apercebi que o homem que eu amava não existia para além de mim. Aquele homem que me agarrava, que me fazia esquecer o mundo com um simples beijo, que me arrepiava só com o seu cheiro intenso de perfume, aquele homem que mal fechava os olhos me invadia a mente, me fazia sorrir constantemente fazendo-me parecer uma louca, aquele homem que com um sorriso e umas simples palavras fazia misturar-me de uma forma tão homogénea, esse homem nunca existiu como eu imaginei. hoje fechei o meu coração hospedeiro, tranquei o teu quarto cá dentro, impedi-te de entrares. 
Portanto dear heart, cada vez que os meus olhos o avistarem do outro lado da rua escusas de bater constantemente porque eu não te vou dar conversa, ouvis-te? merci.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

contigo.

Herdei de ti a vontade de sair sempre vencedora em cada passo que dou. Herdei de ti o orgulho bastante pertinente quando se quer sair de uma situação embaraçosa. Por isso é que nunca me magoou, por isso é que sou uma lady como sempre foste. Está inserido em cada cadeia do meu DNA tal como estava no teu. Nunca te disse mas sempre me orgulhei de ti, sempre me senti uma princesa do teu lado, sempre te vi como uma mulher lutadora, mas mais do que isso uma mulher que não se importa de descer toda a escadaria para lutar por aquilo que sempre amou. Nunca precisas-te de te baixar, todos sabiam que o farias pelo mínimo motivo, desde que a sustentação do mesmo fosse suficientemente forte para o realizares. Hoje, no meio de discussões que a vida me traz, oiço um: «és igual a ela, que feitio!». Não sabes como é constrangedor e bastante benéfico ouvir isto. Ser igual a ti sempre foi um sonho, perdi-o durante uns anos, mas quando ele voltou nunca me esqueci do que simbolizava para mim, nunca me esqueci do que simbolizavas para mim. Não te direi que tenho saudades, porque seria despropositado visto que nem sequer estás aqui para ouvires pela minha boca, mas sinto (e sei que tu sentes o que sinto) que o meu orgulho por ti não mudou, que o meu feitio inspirado no teu, não mudou. 
Normalmente todos procuram marcar o mundo de uma maneira diferente. Eu procuro mudar o meu mundo todos os dias, contigo.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

.


não há mais nada para escrever, a história acabou. está na hora de dormir e amanhã é o novo dia. é um fim de um livro, um fim de um história, ou possivelmente apenas mais um fim no meio de tantos. 
este é o fim, o meu fim.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

dor.

Todos nós procuramos a dor, negamos esta evidência mas todos acabamos por cair nela como peixes numa rede de pesca. Procuramos a felicidade mas quando damos por nós estamos percorrendo o caminho mais difícil para a obter, presos a rios de problemas que continuamos a percorrer, por mais que nos magoe tal percurso. Esta ideia leva-nos a pensar que somos sádicos. bem, eu diria que apenas não sabemos fazer boas escolhas. ansiamos chegar à outra margem e corremos contra a maré, morremos de cansaço, stress, nervos e a felicidade passa para a última prioridade. Em vez disto, podiamos descer o rio e ver como a vida lá é linda, podiamos ver que os peixes tem um mapa inseridos no cérebro deles, que o seguem sem questionar, nem seres livres são, mas mesmo assim percorrem distâncias, conhecem o mundo, apreciam a vida que lhes resta até ao fim. e nós humanos? temos a capacidade de escolha, a capacidade de pensar e tomar decisões e a única coisa que fazemos é procurar a dor. procuramo-la como se fosse algo bastante comum, e averdade é que fazemos dela algo comum. O bom de sentir a dor passa pela satisfação da chegada ao destino pretendido. mas aqui eu digo e sublinho: somos pessoas com capacidades e em vez de percorrermos os caminhos simples da vida complicamos até não mais podermos, logo, somos uns autênticos imbecis. Temos cérebro e não o usamos, então para que é o temos? 
Possivelmente quando estás gorda a primeira coisa que fazes é trancar o frigorífico, não te olhar ao espelho, não gostares de ti, mas olha um pouco de exercício e vontade de mudança resulta. para quê sofrermos quando existe uma solução mais prática? porque é que insistimos em percorrer a angústia?
Quando alguém morre vestimos-nos de preto e choramos rios de lágrimas, a dor consome-nos e na maioria das vezes transformamos-nos em seres frios e sem vontade de continuar. mas porquê? é um ser humano que devia ter sido valorizado em vida, devias ter pegado na mão dele e ver como o cheira da terra molhada te consegue entrar pelas narinas e percorrer cada brônquio dos teus pulmões, devias pegar nele e levá-lo até ao mar e veres como é tão forte e poderoso e não depende de ninguém, não chora por ninguém. devias ter pegado nele e partilhado o quão brilhante é o sol cada vez que te deitas na relva e o enfrentas. Devias te pegado nele e aproveitado cada segundo pois as lágrimas que deixas cair agora não te vão fazer voltar atrás. 
Quando amas alguém e as coisas correm mal, deitas-te na cama, olhas para o candeeiro que ilumina o tecto e dizes para ti: eu vou esquecer-te, vou tirar-te do meu mundo, porque tu não mereces. não é mais simples pegares em todos os momentos e aproveitares tudo, nunca esquecendo de ires espreitando cá para dentro e ires vendo que a cada dia que passa o teu grande amor está a ser dissolvido por ti, pela tua simplicidade e pela tua boa escolha de vida. 
Quando atravessares o rio e chegares à margem, vais ficar duplamente satisfeito: chegas-te ao teu objectivo e  até cá chegares não pensas-te uma única vez em dor, ocupas-te o teu tempo a apreciar cada passo teu e como os peixes se envolviam contigo de uma forma espantosa. 

Querido sr. tempo,



Querido sr. tempo, eu adoro estar na cama com música baixinha e ouvir a chuva bater na janela. mas porque éq insistes em mandar vir a chuva quando eu tenho de sair hein ? não sejas maldoso comigo, por favor ! é verão e a maltinha quer praia, muito sol, muito calor, muito bronze e a chuvinha não vem a calhar :s vá, não sejas velho casmurro e mete lá um medido e muda isto :) 
aqui fica o meu pedido, um beijinho da tua amiga !

quinta-feira, 30 de junho de 2011

poesia, acreditar e mudar o rumo das coisas. combinação perfeita?

Súplica - Miguel Torga

Agora que o silêncio é um mar sem ondas, 
E que nele posso navegar sem rumo, 
Não respondas 
Às urgentes perguntas 
Que te fiz. 
Deixa-me ser feliz 
Assim, 
Já tão longe de ti como de mim. 

Perde-se a vida a desejá-la tanto. 
Só soubemos sofrer, enquanto 
O nosso amor 
Durou. 
Mas o tempo passou, 
Há calmaria... 
Não perturbes a paz que me foi dada. 
Ouvir de novo a tua voz seria 
Matar a sede com água salgada.





e sim, adoro poesia. adora sentir as palavras a entrar em mim, a percorrerem cada canto de mim e a encherem-me a alma. é nela que encontro respostas que nunca pensaria encontrar, é nela que me escondo quando não quero mais ver o mundo. é estranho, escondo-me naquilo que é suposto ser criado para a comunicação de sentimentos, para a partilha, para o plural. Hoje faz imenso calor e eu estou congelada. Peguei neste poema e li, li vezes sem conta até quase o saber de cór e, acredites ou não, eu sinto que ajuda.  sinto que ao menos a minha cabeça fica preenchida com algo concreto, com algo bom, algo bem escrito, uma partilha, um sentimento profundo, uma dor tal e qual a que sinto agora. São precisos actos fortes e tão rígidos quanto uma linha recta que cruza o horizonte para se ser feliz. eu tenho de ser forte e rígida, conseguirei sem ti ? conseguirei, eu sei que sim, eu sinto que sim.


ser capaz de mudar o rumo das coisas é ser mais forte que o mundo. o mundo é pequenino.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

trocar os pontos finais por vírgulas ?



tem um 'mas' a mais, mas é tão verdade !
Quanto tempo mais vais demorar a perceber isto? vem e eu prometo que nós faremos um novo sem fim

puzzles.

Passaram anos e a minha dúvida persistiu. Passaram anos e eu ainda não respondi a nenhuma das minhas perguntas. Passaram anos e eu sou fraca o suficiente para não ter procurados respostas, por medo, por medo da desilusão. sim, eu tenho medo. sempre o tive. sim, eu não sou de ferro e também choro quando me deito, também acordo com os olhos inchados e também tenho vontade de desaparecer. 
Normalmente gosto de me fazer de forte, mostrar para todos que não são coisas ligeiras que iram afectar a minha personalidade. na verdade não afectam, pelo menos na altura. Gosto de acreditar que amanhã será um novo dia e que as peças do puzzle que montei mal hoje, amanhã estarão no sitio certo. Porém rapidamente me apercebo que quem tem de as mudar sou eu, e elas não vão aparecer no sitio certo se eu não descobrir que sitio é esse. e volto ao mesmo problema: passaram anos e a minha dúvida persiste. eu não sei montar o meu puzzle, engano-me sempre na peça. Devia de percorrer o caminho até ao fim, e aí descobriria o segredo desta montagem complexa, mas tenho medo do fim, sempre tive. Eu tenho medo de o que irei encontrar no fim da estrada, tenho medo das consequências que esse fim traga. nunca gostei dos finais na minha vida e não quero mais encontrá-los. será possível manter isto de forma a que nunca encontremos um fim ? pergunta dificil, quase tão dificil como montar puzzles.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

preta :')



«No inicio eras uma rapariga insuportavel , eu odiava-te (algo que não tinha explicação)
O tempo foi passando e outra vez sem explicação passaste a ser uma mera colega já não te odiava tanto , o tempo decidiu avançar a nosso favor e comecei a falar mais contigo e tens te tornado uma pessoa FANTASTICA, adoro imbirrar contigo, refilar e nunca fazer o que pedes ....adoro estudar para os exames contigo .. adoro quando não sabes o que fazer , adoro quando tas erritada, adoro dizer " tu e o FC vão ficar juntos "
Bem queria dizer te que gosto imenso de siii minha CAT ♥»

é tão bom ouvir isto. é ter a sensação que todos os erros que cometemos, todas as impressões que mostramos, tudo o que fazemos é valorizado. eu e tu escalamos uma montanha juntas, custou mas agora a vista é linda. adoro estar ao teu lado, todas as noites, todos os dias, a todas as horas e aprecia-la. E sabes o que é mais giro ? Quando penso que já conheço aquela paisagem de cór e salteado, tu mostras-me que há ali um ponto que eu nunca vi em toda a minha vida.Obrigada, juro <3


mais tarde ou mais cedo eu ia acabar por descobrir isto. obrigada!

escravidão.

Há regras que tem de ser cumpridas, regras que sem as cumprirmos somos considerados loucos, selvagens, não-inseridos nas sociedade. Mas porquê ? porque é que temos de seguir regras ? todos nós temos consciência e as regras só nos farão sermos escravos da sociedade. Onde fica a felicidade e o livre-arbítrio no meio de isto tudo ?
Eu estou cansada, cansada de não poder fazer isto ou aquilo porque as pessoas vão falar, estou cansada de deixar a minha felicidade de lado porque não se pode fazer isto ou aquilo com medo do olhar maldoso das pessoas, ou da opinião de pessoas que nunca vi na vida, que nem sabem pelo que passei para chegar aqui, o que sofri para tomar as atitudes que tomo. 
Deixem de ser escravos, pensem pela vossa cabeça e sigam o vosso coração. Deixem de empurrar a vida dos outros para o fundo quando nem sabem tratar decentemente da vossa, procurem o que de melhor têm e percam o vosso tempo a protege-lo. O que nos faz de seres humanos é a capacidade de controlar os nossos instintos básicos. Criticar os outros é um instinto péssimo, seguir regras é nem pensar naquilo que nos rodeia, é ser um cidadão comum sem qualquer noção de individualidade, felicidade e diferença. 
não custa pensar nisso, não custa parar e pensar uns segundos sobre aquilo que somos e aquilo que poderíamos ser. Se todos o fizessem teríamos um mundo bem melhor.
eu estou cansada, juro.

adeus miúdo. olá vida sem ti.

Adeus - Eugénio de Andrade


Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.


Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.



está tudo dito, tudo.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

who i am ?

eu sei o que quero, eu sempre soube. sempre tracei o meu futuro, sempre deixei bem claro o que podia e o que não podia fazer, o que estava certo e o que estava errado. sempre me segui pela razão, porque o coração ou nos deixa muito bem ou nos deixa no meio do esterco. o meu orgulho era o meu fiel parceiro no meio de todas as minhas decisões, podia perder tudo mas perdi-a com dignidade, sempre com a cabeça levantada, sempre orgulhosa de mim. era racional e não tomava decisões de ânimo leve, não dava uma passo sem medir o chão, não arriscava sem ter a certeza que não me magoava. cumpria escrupulosamente todos estes passos e nunca me saía mal. «a minha frieza mantêm o meu coração inteiro».
Hoje não consigo controlar nada, hoje olho para mim e nem me reconheço. A rapariga decidida e determinada deu lugar a uma miúda indecisa, dependente da decisão dos outros e do decorrer do mundo, estou dependente do mundo. Se me perguntares a causa desta mudança eu não te saberei responder, nem eu percebo. Dei uma única vez uma oportunidade de seguir o coração e tudo mudou, tentei experimentar o outro lado e tudo se foi: as minhas certezas, a minha dureza. 
Quero voltar ao mesmo, sem qualquer sombra de dúvida. Fica aqui a promessa ;)




i believe in love.



«Não digo que fizemos bem ou mal porque não se trata de nada disso,
Trata-se de paixão de amor e compromisso.
E sei que pode parecer mal e que as pessoas vão falar,
Mas por ti eu aguento e vou sempre aguentar.
E quando me pedires que aguente mais um bocado,
Quando eu tiver de suportar que ela esteja a teu lado,
Imagina somente o final e eu digo-te sinceramente,
Somos uma barco à deriva a lutar contra a corrente,
Mas mesmo que ninguém entenda e que achem diferente,
Um dia vão entender que o que temos é pra sempre»


eu acredito, eu acredito que um dia vou pegar em ti e vamos juntos esquecer o que se passou para bem longe. eu acredito que, mais tarde ou mais cedo, tu vens pegar-me na mão e com a maior cara de sapo dizer: 'desculpa, eu amo-te e quero-te comigo!', eu acredito que vou ser capaz de aguentar isto tudo, por ti e por mim, até ao fim. eu acredito porque ao teu lado todas as coisas são possíveis. eu sei que não é fácil, eu sei que já nos magoamos muito e que agora andamos mais desencontrados que nunca mas bolas, cada momento nosso ainda não se apagou da minha cabeça, nem do meu coração. 
se queres ir, vai. eu espero, eu aguento mais um pouco.


gostar de ti não é fácil mas eu sempre adorei coisas difíceis.