Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
e sim, adoro poesia. adora sentir as palavras a entrar em mim, a percorrerem cada canto de mim e a encherem-me a alma. é nela que encontro respostas que nunca pensaria encontrar, é nela que me escondo quando não quero mais ver o mundo. é estranho, escondo-me naquilo que é suposto ser criado para a comunicação de sentimentos, para a partilha, para o plural. Hoje faz imenso calor e eu estou congelada. Peguei neste poema e li, li vezes sem conta até quase o saber de cór e, acredites ou não, eu sinto que ajuda. sinto que ao menos a minha cabeça fica preenchida com algo concreto, com algo bom, algo bem escrito, uma partilha, um sentimento profundo, uma dor tal e qual a que sinto agora. São precisos actos fortes e tão rígidos quanto uma linha recta que cruza o horizonte para se ser feliz. eu tenho de ser forte e rígida, conseguirei sem ti ? conseguirei, eu sei que sim, eu sinto que sim.
ser capaz de mudar o rumo das coisas é ser mais forte que o mundo. o mundo é pequenino.
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